“A MAIOR DE TODAS AS IGNORÂNCIAS É REJEITAR UMA COISA SOBRE A QUAL VOCÊ NADA SABE."

quarta-feira, 18 de maio de 2011

A Justiça - Experimento

Exercício 1

Virado/a para leste, coloque sobre uma mesa o arcano número oito A Justiça. Coloque-a à sua frente em sentido vertical e olhe atentamente para ela durante uns minutos.

Pegue num papel e numa caneta e escreva o que deseja obter (ganho de uma causa que pensa ser justa para si; o resultado do seu trabalho ou o que precisa harmonizar dentro de si ou nas suas emoções).

Sente-se confortavelmente em frente ao arcano, feche os olhos, faça algumas respirações que o/a auxiliem a descontrair, observe o ar a entrar e a sair, relaxe.

Visualize o arquétipo da justiça. Diante de si está uma bela e jovem mulher, ela transmite-lhe um ar muito simpático, gentil e equilibrado. A justiça está no seu trono e numa das suas mãos tem a sua espada que usa para separar a fantasia da realidade, a confusão e a falsidade das verdades: na outra segura uma balança para pesar o perfeito e o imperfeito de cada energia.

Olhe atentamente para ela e aproxime-se. Inspire e expire profundamente. A energia da Justiça começa a fluir para si, deixe-se envolver por ela e diga-lhe:

"Senhora da perfeita justiça, rainha do equilíbrio e da harmonia..." (tudo o que escreveu anteriormente no papel diga agora, pessoalmente, à Justiça, fale com verdade e com o coração).

A Justiça coloca a mão sobre o seu coração e examina-o, deixe fluir as suas emoções...

A Justiça está agora a transmitir-lhe energias positivas como coragem, generosidade, sucesso, integridade, harmonia e equilíbrio interior, abra o seu coração a essas energias e deixe-as fluir.

A partir de agora irá sentir-se com mais equilíbrio na maneira como age, com as suas emoções em plena harmonia, encontrará a paz interior e a sua mente estará mais tranquila, pois sente-se agora renovado/a com a energia da Justiça.

Agradeça e despeça-se. Aos poucos, desvaneça a imagem da jovem mulher Justiça. Volte a inspirar e expirar o ar, concentre-se nas suas respirações e, aos poucos, volte a tomar consciência do lugar onde se encontra. Abra os olhos, espreguice-se.

Dê a meditação por concluída. Pegue no papel e na carta A Justiça, guarde-os juntos durante uns dias. Quando sentir que é tempo suficiente, vá buscar novamente o papel, releia o que escreveu e coloque-o num sítio onde o possa reler todos os dias. Faça isso até ter atingido os seus objetivos. Quando tiver conseguido os seus objetivos, queime o papel e sopre as cinzas ao vento.

Afirmações (conselhos) para a carta A Justiça:

- Tenho equilíbrio e harmonia em todos os aspectos da minha vida. A minha vida flui de forma positiva e em total acordo com o Universo.

- Eu sou o equilíbrio.

- Eu sou a imparcialidade.

- Eu sou a disciplina.

- Eu sou a prontidão.

Exercício 2

Sente-se na posição de faraó; coloque as costas direitas, não cruze os braços nem as pernas, coloque as mãos sobre as coxas. Descontraia-se; coloque o arcano num apoio, sobre a mesa, para que seja mais fácil olhá-lo. Acenda uma vela verde, a cor do arcano; depois queime algumas gotas de essência de violeta num queimador, o perfume que melhor vibra com ele.

Dirija a sua atenção para a carta e inicie a visualização, centrando a sua atenção no arcano. Imagine que este se torna cada vez maior, até invadir todo o seu campo visual; veja como todas as cores e as formas da carta se intensificam: na metade escura e noturna, a Lua brilha iluminando as nuvens, enquanto na metade diurna, o Sol resplandece, inundando tudo de luz. Entre ambas, encontra-se o rosto de uma mulher, com a cabeça cingida por uma coroa que se funde com a torre com quatro aberturas que está exatamente por detrás dela.

Sob a luz do seu olhar, o símbolo do Yin e do Yang serve de fundo à balança de ouro que surge da rosa mística e na qual os elementos são equilibrados mais de uma vez. A sua atenção centra-se na luz que os olhos da mulher emite, que se intensifica e o/a deslumbra, aturdindo-o/a, até que um formigueiro na testa o obriga a fechar os olhos e a entrar no arcano. Depois de estar dentro dele, você identifica-se com a figura de A Justiça, a sua mente está iluminada pelas quatro aberturas da torre e sente o poder que emana do conhecimento de manter o exato equilíbrio entre os opostos.

Logo a seguir, imagine-se na sala onde se vai julgar o seu caso, com o juiz, os advogados, os jurados, e visualize que no prato esquerdo da balança se encontra o processo do seu caso, e que este prato brilha extraordinariamente, tanto que todos se fixam nele. Sinta agora como o raio de luz dos seus olhos se torna verde e dirija-o ao juiz, aos advogados e a todos os que estão na sala, e note como essa energia desperta o sentido da justiça em todos os presentes de modo que se tiver razão, o juiz decidirá a seu favor.

Esta meditação não é válida quando se é culpado/a pelo que se está a ser julgado/a, pois só serve para fazer justiça.

Depois de terminada a meditação, deixe de se identificar com A Justiça, dê, mentalmente, um passo atrás e sinta como vai saindo do arcano.

Função do arcano:- Ganhar disputas

Representa:- A lei universal do equilíbrio de forças antagônicas. O Karma.

Desperta:- A harmonia interna e a proximidade.

Desenvolve:- O sentido de justiça, de harmonia e de sociabilidade.


Leonardo Rocha

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