“A MAIOR DE TODAS AS IGNORÂNCIAS É REJEITAR UMA COISA SOBRE A QUAL VOCÊ NADA SABE."

terça-feira, 5 de junho de 2012

Do princípio acausal do Universo




Sempre digo e inúmeras tradições preconizaram que o tempo e o espaço não existem, são apenas criações de nossa mente, mas como comprovar? Como sentir e vibrar isso? Mais ainda, como experienciar esse princípio do Universo, a acausalidade?

Bom, gostaria de começar essa abordagem do tempo com Einstein e sua teoria da relatividade. A título de ilustração, se pegarmos um ônibus espacial a fim de darmos uma voltinha de “15 minutos” na velocidade da Luz ou próximo disso no Universo, quando voltarmos já terão passados 200 anos aqui na Terra.

Para abordarmos o espaço eu cito o “universo das dimensões”, vivemos num mundo tridimensional, nele quando a luz incide em um objeto gera uma sombra bidimensional, será que não somos uma sombra de um Universo quadridimensional?  Esse espaço então tornar-se-ia uma manifestação de consciências próprias tão somente de nós seres tridimensionais.

E a relação de causalidade? O espaço-tempo da Física Relativística é uma dimensão mais elevada e traduz uma maior interligação entre eventos que podem ter conexão causal entre si. Mas o caráter finito da velocidade da luz faz surgir eventos que não estariam relacionados causalmente e para os quais até a ordem cronológica dos elementos poderia ser invertida para dois observadores diferentes. Então, quando os eventos não são causalmente ligados, a Física relativística transcende o mundo da causalidade. Chegamos assim ao estranho mundo do princípio acausal!

É mais ou menos como se fala na física quântica das conexões não locais, podemos ver por exemplo os táquions, que são partículas que viajam acima da velocidade da luz. Podemos inclusive chamar o que vem depois dessas manifestações taquiônicas de causa. A causa que vem depois do efeito? Sim.

Por exemplo: “Admitamos que duas partículas elementares, por exemplo, dois elétrons, interagem de um certo modo, e depois se afastam um do outro a uma grande distância. Se se tentar medir as propriedades de um deles, isso afetará o outro, não importando que estejam a bilhões e bilhões de anos-luz de distância.”  Agora o que esse tipo de comportamento não local diz, é que quando você “mexe” com uma partícula, a outra “sabe” disso, e, o que é espantoso, sabe instantaneamente.

Sendo que se denominarmos essa outra forma de transmissão de “energia” que não seja a da velocidade da luz, se denominarmos outra que transmita instantaneamente informações saímos da teoria da relatividade para uma realidade ainda não “aceita” pela ciência. Que realidade seria essa? É na verdade uma relação acausal de eventos aparentemente “não relacionados.”  No pensamento quântico, os eventos, de um modo geral, não possuem causas definidas. Por exemplo, o salto de um elétron de uma certa órbita atômica para outra órbita pode simplesmente ocorrer sem ter um evento isolado como causa, assim como muitas coisas em nossa vida.


Jung estabelece o princípio acausal em sua Teoria da Sincronicidade. Trata-se de uma conexão acausal entre eventos que estão relacionados de uma maneira significativa. É importante ressaltar que no pensamento sincronístico não há distinção entre fatos físicos e psicológicos. Se por exemplo, nós estivéssemos conversando sobre ÓVNIS e de repente um OVNI aparecesse lá no espaço, estaríamos diante de um fato sincronístico. Dois eventos, a nossa conversa (um fato psíquico), e um OVNI (um fato físico), ligados de uma maneira significativa porém ACAUSAL, isto é, um não é a causa de outro.

Não quero entrar no aspecto da telepatia pois acho que não se aplica uma coisa com a outra, estamos tratando de eventos mensuráveis pela Física ainda quântica (aquela que quantifica). Eu não teria a imperícia de associar uma coisa com a outra pois Jung já estudou isso com as experiências telepáticas de Rhine, este dito paranormal conseguia “adivinhar” as cartas em um número bem maior do que simples adivinhações. Mas Jung jamais admitiu qualquer transferência de energia ou “ação a distância” nesses experimentos, ou seja, o postulado de energia é inaplicável no experimento de Rhine. Nós estudantes das escolas de misticismo sabemos que esses experimentos nada tem a ver com a relação de causa e efeito.

Talvez muitos se espantem com o que vou dizer mas já fora dito em outra ocasião por Jung, o que entendo é que adivinhações em si mesmas, não existem. Tudo o que conhecemos e que não conhecemos, ou seja, tudo o que nossa mente consciente pode abarcar está no inconsciente coletivo, acessível a nós a qualquer momento, tanto o passado quanto o futuro, bastando para isso que nossa consciência tateie esse conhecimento. Para a consciência, os acontecimentos futuros existem como probabilidades.

Claro que as coisas não são isoladas, mas fazem parte de um sistema bem mais complexo do que a simples relação de causalidade. O que quero dizer aqui é que a relação causa-efeito é aplicável a níveis de terceira dimensão e não à tudo como muitos que saem por ai associando tudo a qualquer coisa que julguem síncronas. Não é bem assim. A Lei de Causa e efeito é uma lei dentro de um sistema, assim como a lei da gravidade é uma lei dentro do sistema planetário terrestre, ainda assim com algumas excessões como quando objeto são submersos.

Se pensarmos no tempo presente como reflexo (e não efeito ) de uma relação passado-futuro fora do espaço-tempo vivemos então em um constante reflexo do ontem associado ao porvir... mas será que não é assim, mesmo? A título de b-a-bá, disseram a muito tempo atrás que o que plantamos hoje colheremos amanhã, e  o que plantamos ontem estamos colhendo hoje, será que não estamos verificando pela Física que isso é uma verdade cognoscível, experienciável, melhor dizendo?

 Continua......

Leonardo Rocha .'.

segunda-feira, 4 de junho de 2012

Tales de Mileto


 Um sofista se aproximou de Tales de Mileto, um dos Sete Sábios da Grécia Antiga, e intentou confundi-lo com as perguntas mais difíceis. Porém o Sábio de Mileto esteve à altura da prova porque respondeu a todas as perguntas sem a menor vacilação e assim mesmo com a maior exatidão.

1 - Qual é a coisa mais antiga?

-- Deus, porque sempre tem existido.

2 - Qual é a coisa mais formosa?

-- O Universo, porque é obra de Deus.

3 - Qual é a maior de todas as coisas?

-- O Espaço, porque contém todo o Criador.

4 - Qual é a coisa mais constante?

-- A esperança, porque permanece no homem depois que haja perdido todo o mais.

5 - Qual é a melhor de todas as coisas?

-- A Virtude, porque sem ela não existe nada de bom.

6 - Qual é a mais rápida de todas as coisas?

-- O Pensamento, porque em menos de um minuto pode voar até o final do Universo.

7 - Qual é a mais forte de todas as coisas?

-- A Necessidade, porque faz com que o homem enfrente todos os perigos da vida.

8 - Qual é a mais fácil de todas as coisas?

-- Dar conselhos.

Porém, quando chegou à nona pergunta, nosso Sábio disse um paradoxo. Deu uma resposta que, estou seguro, não foi jamais entendida pelo mundano interlocutor, e que, para a maioria das pessoas terá um sentido superficial. A pergunta foi esta:

9 - Qual é a mais difícil de todas as coisas?

E o Sábio de Mileto replicou:

-- Conhecer a si mesmo.

Do propósito


Cada dia que passa tenho constatado a futilidade da matéria em sua aplicação a nível de ideal de vida. Muitas coisas novas têm aparecido em minha vida como que de forma ordenada respondendo aos meus questionamentos acerca de objetivos pessoais e coletivos na humanidade.

O desejo por cargos, reconhecimentos, títulos, status desta ou de outra forma, acabam por nos desviar da verdadeira meta que nós como “Entes” não criados neste local temos de cumprir. Sabemos que tudo em excesso faz mal, excesso de estudo, lazer, trabalho e até mesmo de meditação.  Geralmente quando estamos na Senda mística observamos erros em nós que devemos transformar em acertos, mas postergamos, afirmamos não estar prontos e temos assim, a eternidade para lapidar nossa pedra bruda.

Nossa inobservância quanto aos resultados de nossas escolhas geram mais cedo ou mais tarde sofrimentos que não poderemos evitar, sabedores de que a época do plantio já passou, vem então o arrependimento ou devido ao ego espesso demais para reconhecer um erro do passado, afirmamos não estar conscientes de quão grave fora tal escolha no passado.

Se não ouvirmos nossa própria consciência por conta do tampão chamado ego em nossos ouvidos, no Juízo Final, momento da Grande Iniciação nos veremos face a face com o que nos fora exortado durante toda a vida aqui na Terra.

Comecemos pois, o quanto antes a observar como está sendo nossa conduta através da reação daqueles que amamos e nos amam, pois eles sinalizarão o quanto antes como estamos trilhando nosso caminho, se estamos guiados pela vaidade e pelo cego ego ou se estamos sóbrios diante das Verdades Universais, se estão sofrendo, algo está errado, se estão felizes, virtude e bom aproveitamento delas é o que nos transborda.

Leonardo Rocha  .'.

domingo, 3 de junho de 2012

A menina e o pássaro encantado


Era uma vez uma menina que tinha um pássaro como seu melhor amigo.
Ele era um pássaro diferente de todos os demais: Era encantado.
Os pássaros comuns, se a porta da gaiola estiver aberta, vão embora para nunca mais voltar.
Mas o pássaro da menina voava livre e vinha quando sentia saudades...
Suas penas também eram diferentes. Mudavam de cor.
Eram sempre pintadas pelas cores dos lugares estranhos e longínquos por onde voava.
Certa vez, voltou totalmente branco, cauda enorme de plumas fofas como o algodão.
- Menina, eu venho de montanhas frias e cobertas de neve, tudo maravilhosamente branco e puro, brilhando sob a luz da lua, nada se ouvindo a não ser o barulho do vento que faz estalar o gelo que cobre os galhos das árvores.
Trouxe, nas minhas penas, um pouco de encanto que eu vi, como presente para você ...
E assim ele começava a cantar as canções e as estórias daquele mundo que a menina nunca vira.
Até que ela adormecia, e sonhava que voava nas asas do pássaro.
Outra vez voltou vermelho como fogo, penacho dourado na cabeça.
... Venho de uma terra queimada pela seca, terra quente e sem água, onde os grandes, os pequenos e os bichos sofrem a tristeza do sol que não se apaga.
Minhas penas ficaram como aquele sol e eu trago canções tristes daqueles que gostariam de ouvir o barulho das cachoeiras e ver a beleza dos campos verdes.
E de novo começavam as histórias.
A menina amava aquele pássaro e podia ouvi-lo sem parar, dia após dia.
E o pássaro amava a menina, e por isso voltava sempre.
Mas chegava sempre uma hora de tristeza.
- Tenho que ir, ele dizia.
- Por favor não vá, fico tão triste, terei saudades e vou chorar ...
- Eu também terei saudades, dizia o pássaro.
- Eu também vou chorar.
- Mas eu vou lhe contar um segredo: As plantas precisam da água, nós precisamos do ar, os peixes precisam dos rios ... E o meu encanto precisa da saudade.
- É aquela tristeza, na espera da volta, que faz com que minhas penas fiquem bonitas.
- Se eu não for, não haverá saudades.
Eu deixarei de ser um pássaro encantado e você deixará de me amar.
Assim ele partiu. A menina sozinha, chorava de tristeza à noite. Imaginando se o pássaro voltaria.
E foi numa destas noites que ela teve uma idéia malvada.
- Se eu o prender numa gaiola, ele nunca mais partirá; será meu para sempre.
- Nunca mais terei saudades, e ficarei feliz.
Com estes pensamentos comprou uma linda gaiola, própria para um pássaro que se ama muito. E ficou à espera.
Finalmente ele chegou, maravilhoso, com suas novas cores, com histórias diferentes para contar. Cansado da viagem, adormeceu.
Foi então que a menina, cuidadosamente, para que ele não acordasse, o prendeu na gaiola para que ele nunca mais a abandonasse. E adormeceu feliz.
- Foi acordar de madrugada, com um gemido triste do pássaro.
- Ah! Menina ... Que é que você fez? Quebrou-se o encanto. Minhas penas ficarão feias e eu me esquecerei das histórias...
Sem a saudade, o amor irá embora ...
A menina não acreditou. Pensou que ele acabaria por se acostumar. Mas isto não aconteceu.
O tempo ia passando, e o pássaro ia ficando diferente.
Caíram suas plumas, os vermelhos, os verdes e os azuis das penas transformaram-se num cinzento triste.
E veio o silêncio; deixou de cantar.
Também a menina se entristeceu.
Não, aquele não era o pássaro que ela amava.
E de noite ela chorava pensando naquilo que havia feito ao seu amigo ...
Até que não mais agüentou. Abriu a porta da gaiola.
- Pode ir, pássaro, volte quando quiser ...
- Obrigado, menina. É, eu tenho que partir. É preciso partir para que a saudade chegue e eu tenha vontade de voltar.
- Longe, na saudade, muitas coisas boas começam a crescer dentro da gente.
- Sempre que você ficar com saudades, eu ficarei mais bonito.
- Sempre que eu ficar com saudades, você ficará mais bonita.
- E você se enfeitará para me esperar ...
E partiu. Voou que voou para lugares distantes.
A menina contava os dias, e cada dia que passava a saudade crescia.
- Que bom, pensava ela, meu pássaro está ficando encantado de novo ...
E ela ia ao guarda-roupa, escolher os vestidos, e penteava seus cabelos, colocava flores nos vasos.
- Nunca se sabe. Pode ser que ele volte hoje!
Sem que ela percebesse, o mundo inteiro foi ficando encantado como o pássaro.
Porque em algum lugar ele deveria estar voando.
De algum lugar ele haveria de voltar.
Ah! Mundo maravilhoso que guarda em algum lugar secreto o pássaro encantado que se ama ...
E foi assim que ela, cada noite ia para a cama, triste de saudade, mas feliz com o pensamento.
- Quem sabe ele voltará amanhã ...
E assim dormia e sonhava com a alegria do reencontro.

(autor desconhecido)
Enviado por Samantha Monteiro

sábado, 2 de junho de 2012

Aqui se faz aqui se paga



Nada mais certo do que o que foi dito na frase bíblica “Aqui se faz, aqui se paga”. Essa frase é milenar e já teve milhares de interpretações, nas quais muitas não têm fundamento certo além de ter sido apenas uma forma ignorante de se interpretar. Para explicar melhor a referida, partiremos do ponto de que nosso espírito é eterno, isso é fato! A reencarnação existe, desta forma não devemos denegrir e nos limitar ao ponto de pensar que todo esse tempo tão passageiro aqui na terra é só isso e nada mais. Pensando desta forma errônea, seria diminuir a graciosidade e a perfeição eterna de Deus. Estamos aqui na terra com um propósito. Talvez o de consertar nossos erros passados com nosso próximo, talvez para aprender algo que nos compete, amar, perdoar, fazer o bem são muitas as possibilidades. O certo é que estamos aqui com algum propósito e missão. Infelizmente, muitos passam pela transição sem descobrir o que se deve aprimorar em nossa vida carnal. O que é uma pena, pois seria desperdiçar nossa preciosa oportunidade de fazer o bem, evoluir e sermos melhores. Sem contar que existe toda uma preparação no plano espiritual para sermos dignos de uma segunda oportunidade, aceitamos muitas condições para isso. Quando nos submetemos a reencarnar entramos em uma célula para moldar nosso corpo feito de carne, todo espírito em qualquer grau de evolução sente dificuldade para se diminuir tornando-se matéria. Deus nos deixou um exemplo perfeito na natureza. A lagarta passa dias em seu casulo sofrendo mutação quando ela esta pronta bate suas asas e voa, isso é muito parecido com o ser humano, o corpo é o casulo e o espírito é a lagarta em mutação. Quando cumprimos ou chega nossa hora de partir batemos as asas e voamos. Agora voltando à premissa de antes da correlata frase “Aqui se faz, aqui se paga” face o bem não olhe a quem, pois é fato irrevogável que se você fizer o mal pode ser nessa vida ou na próxima você acumula carma e além de sofrer para ter a oportunidade de reencarnar novamente você paga por todos os males aqui na terra.

Izabela Cristina da Silva Araújo

sexta-feira, 1 de junho de 2012

Minutos de Sabedoria

Não perca sua calma! 

Não se deixe dominar pela cólera. Que jamais o sol se deite sobre sua raiva. Contenha-se o mais que puder.
Um simples raio de cólera pode destruir longas sementeiras de amor e carinho! Procure dominar-se. Quem sabe se a pessoa que lhe ofendeu não está também doente? Não perca sua calma... seu fígado é demais precioso para que você o estrague.

C. Carlos Torres Pastorino

O que procuras? '.' .'.