“A MAIOR DE TODAS AS IGNORÂNCIAS É REJEITAR UMA COISA SOBRE A QUAL VOCÊ NADA SABE."

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Uma Mensagem de Natal


Pensemos no real significado do Natal, nascimento de Jesus? Gula? Deixemos de ser hipócritas dizendo que somos filhos do mesmo Pai, não nos tratando como irmãos, julgando correntemente o outro como se fôssemos melhores do que eles. Deus fez todos à sua imagem e semelhança pra nos considerarmos iguais e não para sucumbirmos em vaidades do mundo terreno.

Reflitamos sobre os animais, o que estamos fazendo com nossa dita, racionalidade? Prendendo-os em gaiolas, tirando sua liberdade, tratando uns com carinho e outros espetando com o garfo e levando à nossa boca avidamente para saciar nossa gula enfatizando nossa imoralidade perante a natureza?

Em breve faremos projetos para o novo ano, será que em nossa lista de metas à cumprir, consta identificar Deus em cada um de nossos irmãos e trata-lo como tal, não o desprezando porque ele não consegue manifestar Deus da forma que achamos conveniente? Será que consta em nossas metas ler menos a bíblia e pô-la mais em prática perante, a todos, sem de fato, esperar nada em troca?

Será que consta em nossas metas, ver menos televisão e pensarmos mais, por nós mesmos, criar ideias e não engolir as de outrem? Será que deixaremos de lado nossa preguiça mental e passaremos a pensar mais, falar mais e agir mais em prol da evolução? Será que nossos sonhos e metas não são egoísticos a ponto de desejar alcançar algo em detrimento de outrem?

Vamos praticar mais aquilo que aprendemos, se nossa vida está errada é porque pensamos, falamos e agimos errado, o tempo todo, somos aquilo que pensamos, não adianta fazermos planos se continuamos a pensar errado, criar animosidade, falar mal de outrem, etc.

Se nós olhássemos o próximo VERDADEIRAMENTE como IRMÃO, conheceríamos a Paz. Experimentemos incluir isso como meta, identificar no próximo um IRMÃO, sem se importar com sua cor, sua situação financeira, sua opção sexual, denominação religiosa, nada que seja externo, olhemos dentro, sua essência, busquemos no outro o que há também em nós, Deus.

Esse que vos fala é um garoto de 25 anos que precisa praticar tudo isso, a transformação é individual, mas não moro na Terra sozinho, por isso vos convido a tentar praticar um terço disso por dia, pois esse é um meio de sermos felizes, tentar.

Pensemos no Natal como um nascimento sim, mas não de Jesus e sim o nascimento das virtudes cristãs em nós, de uma tomada de consciência que é ao mesmo tempo mais complexo do que parece ser e muito mais simples do que se pretende pensar.

 O mundo começa agora, não no ano novo, todo dia é um dia novo, experimente fazer todos os planos que você faz no dia 31 de Dezembro para o ano seguinte, todo dia antes de dormir, quando colocar sua cabeça no travesseiro planeje todo o seu dia seguinte como se fosse um ano novo e tente cumprir metade com perfeição, verá no final de um ano que a maioria de seus objetivos foram alcançados. Força de vontade é algo que deve ser alimentada todos os dias.

Costumamos vestir branco simbolizando a Paz para um novo ano e mostrar-nos receptivo às energias do bem, bobagem se fazemos a guerra no decorrer do ano insultando os outros irmãos, discriminando os outros irmãos, acumulando sentimentos de inveja, ira, egoísmo, orgulho e vaidade, por nossos semelhantes, estaremos novamente sendo hipócritas por meio de nossas crenças e atos.

Com o propósito de encerrar eu vos desejo meus mais sinceros votos de Felicidade (lembrando que ela está nas pequenas coisas), saúde (lembrando que ela tem raiz nos pensamentos saudáveis e nas emoções construtivas), Paz (lembrando que ela está em reconhecer o próximo como nosso irmão e semelhante), Harmonia (lembrando para que ela se manifeste fora é preciso que se manifeste dentro) e Prosperidade (lembrando que prosperar não é gananciar, ganhar algo às custas de outrem) neste novo ano civil que se inicia.

Eu vos desejo também um Feliz Natal (lembrando que Natal significa “nascer”, nasça pois, para um novo dia todos os dias).

Leonardo Rocha \

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

As Mandalas


Ao olhar uma mandala vemos um desenho circular, que contém em seu interior formas variadas. No centro desse desenho há uma área da qual tudo parece ter sido gerado.




                O nome mandala faz pensar em energia, em algo misterioso, o que provoca uma atração universal pelas mandalas. Como no passado, hoje todos querem saber o que é, realmente, uma mandala.
                Uma mandala representa uma célula, um disco solar ou lunar, um túnel... É impossível dizer o que inspirou a criação da primeira mandala, mas é certo que encontramos mandalas já nos primórdios da evolução humana, pois há desenhos de mandalas nas cavernas pré-históricas, ainda que bastante simplificados.
                Ao analisar uma mandala, encontramos alguns elementos comuns a todas. A forma circular é uma regra. 0 ponto central é outro elemento sempre presente na mandala legítima. A repetição ou simetria das formas que constituem o desenho e uma constante.


                O ponto principal da mandala é o seu centro, ao redor do qual o desenho parece se desenvolver. Esse ponto é um foco visual que atrai o olhar do observador da mandala.
                A forma circular, que cria o campo de desenvolvimento do desenho da mandala, que é limitada por uma linha contínua, fecha o espaço e o divide em parte interior e parte exterior.
                Os simbolismos de cada uma das partes que constituem o desenho de uma mandala é interessante. Mesmo que o criador de uma mandala não tenha consciência daquilo que faz, ele coloca em sua criação elementos simbólicos ancestrais. Ao desenhar uma mandala, criamos algo sagrado.
                Numa mandala, o espaço interior, onde as formas se desenvolvem é sagrado, aquilo que está fora desse espaço é profano, A linha circular é, portanto, o limite entre o divino e o mundano, entre a consciência e a inconsciência, entre a alma e a matéria, entre a união e a desagregação. A linha circular é uma fronteira.

                No interior da mandala há um ponto central, que representa a essência da mandala. Os outros elementos em geral parecem estar em ligação com esse elemento e de certa forma dependem dele, pois se desenvolvem a partir da sua existência. Esse ponto representa uma existência superior, a fonte de toda a criação, Deus.

                O desenho da mandala tem quase sempre uma estrutura geométrica, que divide o espaço em porções simétricas. A numerologia e a geometria são analisadas numa mandala de acordo com suas simbologias. A emanação das figuras geométricas e do número de divisões do espaço é uma realidade. Esses dois fatores determinam a chamada "vibração da mandala".
                A vibração de uma mandala não está só ligada às suas formas e estrutura numérica. Essa emanação vibracional tem muito a ver com as cores usadas, pois desenho e cor são inseparáveis numa mandala.
                O simbolismo das cores e seu poder vibratório criam uma força que define grande parte da atuação vibracional da mandala. Chega a ser quase a metade de sua influência.
                Diante do que foi exposto, vimos que a mandala é na verdade um campo de força, no qual as emanações das formas, da estrutura numérica e das cores são poderes vibracionais atuantes.
                Sendo assim, uma mandala pode alterar as vibrações daquilo que suas emanações atingem. E isso é uma realidade. Quando fazemos contato visual com uma mandala nossa energia se altera e essa modificação é sempre muito positiva.
                O campo de força de uma mandala modifica a nossa energia em vários níveis. Ele estimula a mente, equilibra as emoções e ativa os processos físicos, ajudando a restabelecer sua função plena. A mandala é uma fonte de cura - no sentido amplo, benéfico e quase sagrado que ela tem.

sábado, 17 de dezembro de 2011

Dezembro



Sempre me pergunto acerca das agitações e nesse período em especial a de fim de ano. Época sempre carregada de muita correria para as compras de presentes e preparativos para a ceia de natal, excessos de todos os tipos, muitos carros nas ruas contribuindo ainda mais para o caos da cidade, lojas e ruas lotadas de pessoas buscando preencher seus vazios existenciais. É como se o mundo ou a vida das pessoas fossem acabar no mês de dezembro quando na verdade é somente o último mês do ano que faz lembrar a passagem de um ano para o outro, simples assim. Nos 60 segundos da transição relembramos das pessoas que já se foram, dos planos que realizamos e os que não realizamos também, e por que somente nessa época?

Semana passada, fui a um salão e em silêncio fiquei analisando o assunto dos profissionais acerca da confraternização de fim de ano:
- Aíííí! Esse ano eu vou inovar na ceia, vou fazer um bolinho de tutu – o personagem passa a receita detalhadamente para a colega que atenta responde – vou chegar bem cedo na sua casa para lhe ajudar a arrumar tudo.
- lá em casa é uma loucura, chega meia noite e fulano ainda não tomou banho e todo mundo fica sem se arrumar.
- mas “éééé” menina, eu gosto de deixar tudo pronto uma semana antes.

Eu fiquei ali imaginando um bolinho de tutu feito uma semana antes de ser comido.
Uma voz ecoa do outro canto.
- ainda tenho que comprar minha roupa e da minha filha mas estou aguardando o pai dela mandar o dinheiro, quero comprar uma sandália que vi na Uruguaiana que vai ficar linda nela.

E assim, o assunto continuou em seus mínimos detalhes, todo ele na mesma pauta e eu tentando achar alguma finalidade para aquilo tudo e me achando um ser de Órion por não compactuar da mesma mentalidade e é o que eu tenho ouvido no trabalho, na condução, em casa em fim e cada dia mais me sentindo um ser sem “cultura” com um toque de frieza.

Outro fato muito interessante é a “coincidência’ do nascimento de Jesus uma semana antes do término do ano e que muito divertidamente coincide com o pagamento do décimo terceiro, o que deixa as ruas e lojas ainda mais tumultuadas. E ao show da virada onde a maioria vestida de branco deseja a paz.

 Todos os meses, dias e horas tem uma importância singular, pois são únicos. Se pararmos para perceber que estamos criando tudo em nossa vida a cada minuto de existência passamos a não mais nos importar com datas como esta.

Observo o comportamento e percebo que por trás de toda a agitação está mascarado um arrependimento e muitas vezes um toque de angustia em pensar no ano que termina e quantas coisas deixamos de fazer e/ou fizemos em demasia e com isso fomos prejudicados em algum momento. O agito social, não só o do fim do ano, age como um anestésico mental.

Percebo que a correria é justamente por nos darmos conta que um ano acabou e que não existe mais tempo de realizar aqueles planos que fizemos no mês de dezembro do ano anterior.

Particularmente, não gosto de agitos, porém nessas épocas é quase impossível nos tornarmos imunes a atmosfera que impera na sociedade. Somos quase que obrigados a “entrar no ritmo”. Essa obrigação se faz de forma indireta pela família e amigos que nos cobram presença em amigo-oculto, visita a parente que não vemos o ano inteiro e muitas vezes nem lembramos deles durante a correria do dia a dia e nessa data somos cobrados a visitas e lógico, com presentes, estes muitas vezes sem os sentimentos verdadeiros que devem acompanhá-lo.

Não encaramos os términos como fechamento de ciclos e talvez por não termos clara esta ideia, deixamos de aproveitar todas as oportunidades que nos chega a cada instante.

Cada dia bem vivido, cada valorização que demonstramos àqueles que amamos, cada tarefa cumprida por mais simples que pareça deve ser agradecida e vista como a maior oportunidade que temos de nos desenvolver psíquico e moralmente.  Com o passar do tempo e neste treino não vamos mais nos apegar a regras vazias imposta pela sociedade, aí sim poderemos viver com mais sinceridade conosco e com o nosso próximo.

Cleidiane da Silva Araujo

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