“A MAIOR DE TODAS AS IGNORÂNCIAS É REJEITAR UMA COISA SOBRE A QUAL VOCÊ NADA SABE."

terça-feira, 5 de junho de 2012

Do princípio acausal do Universo




Sempre digo e inúmeras tradições preconizaram que o tempo e o espaço não existem, são apenas criações de nossa mente, mas como comprovar? Como sentir e vibrar isso? Mais ainda, como experienciar esse princípio do Universo, a acausalidade?

Bom, gostaria de começar essa abordagem do tempo com Einstein e sua teoria da relatividade. A título de ilustração, se pegarmos um ônibus espacial a fim de darmos uma voltinha de “15 minutos” na velocidade da Luz ou próximo disso no Universo, quando voltarmos já terão passados 200 anos aqui na Terra.

Para abordarmos o espaço eu cito o “universo das dimensões”, vivemos num mundo tridimensional, nele quando a luz incide em um objeto gera uma sombra bidimensional, será que não somos uma sombra de um Universo quadridimensional?  Esse espaço então tornar-se-ia uma manifestação de consciências próprias tão somente de nós seres tridimensionais.

E a relação de causalidade? O espaço-tempo da Física Relativística é uma dimensão mais elevada e traduz uma maior interligação entre eventos que podem ter conexão causal entre si. Mas o caráter finito da velocidade da luz faz surgir eventos que não estariam relacionados causalmente e para os quais até a ordem cronológica dos elementos poderia ser invertida para dois observadores diferentes. Então, quando os eventos não são causalmente ligados, a Física relativística transcende o mundo da causalidade. Chegamos assim ao estranho mundo do princípio acausal!

É mais ou menos como se fala na física quântica das conexões não locais, podemos ver por exemplo os táquions, que são partículas que viajam acima da velocidade da luz. Podemos inclusive chamar o que vem depois dessas manifestações taquiônicas de causa. A causa que vem depois do efeito? Sim.

Por exemplo: “Admitamos que duas partículas elementares, por exemplo, dois elétrons, interagem de um certo modo, e depois se afastam um do outro a uma grande distância. Se se tentar medir as propriedades de um deles, isso afetará o outro, não importando que estejam a bilhões e bilhões de anos-luz de distância.”  Agora o que esse tipo de comportamento não local diz, é que quando você “mexe” com uma partícula, a outra “sabe” disso, e, o que é espantoso, sabe instantaneamente.

Sendo que se denominarmos essa outra forma de transmissão de “energia” que não seja a da velocidade da luz, se denominarmos outra que transmita instantaneamente informações saímos da teoria da relatividade para uma realidade ainda não “aceita” pela ciência. Que realidade seria essa? É na verdade uma relação acausal de eventos aparentemente “não relacionados.”  No pensamento quântico, os eventos, de um modo geral, não possuem causas definidas. Por exemplo, o salto de um elétron de uma certa órbita atômica para outra órbita pode simplesmente ocorrer sem ter um evento isolado como causa, assim como muitas coisas em nossa vida.


Jung estabelece o princípio acausal em sua Teoria da Sincronicidade. Trata-se de uma conexão acausal entre eventos que estão relacionados de uma maneira significativa. É importante ressaltar que no pensamento sincronístico não há distinção entre fatos físicos e psicológicos. Se por exemplo, nós estivéssemos conversando sobre ÓVNIS e de repente um OVNI aparecesse lá no espaço, estaríamos diante de um fato sincronístico. Dois eventos, a nossa conversa (um fato psíquico), e um OVNI (um fato físico), ligados de uma maneira significativa porém ACAUSAL, isto é, um não é a causa de outro.

Não quero entrar no aspecto da telepatia pois acho que não se aplica uma coisa com a outra, estamos tratando de eventos mensuráveis pela Física ainda quântica (aquela que quantifica). Eu não teria a imperícia de associar uma coisa com a outra pois Jung já estudou isso com as experiências telepáticas de Rhine, este dito paranormal conseguia “adivinhar” as cartas em um número bem maior do que simples adivinhações. Mas Jung jamais admitiu qualquer transferência de energia ou “ação a distância” nesses experimentos, ou seja, o postulado de energia é inaplicável no experimento de Rhine. Nós estudantes das escolas de misticismo sabemos que esses experimentos nada tem a ver com a relação de causa e efeito.

Talvez muitos se espantem com o que vou dizer mas já fora dito em outra ocasião por Jung, o que entendo é que adivinhações em si mesmas, não existem. Tudo o que conhecemos e que não conhecemos, ou seja, tudo o que nossa mente consciente pode abarcar está no inconsciente coletivo, acessível a nós a qualquer momento, tanto o passado quanto o futuro, bastando para isso que nossa consciência tateie esse conhecimento. Para a consciência, os acontecimentos futuros existem como probabilidades.

Claro que as coisas não são isoladas, mas fazem parte de um sistema bem mais complexo do que a simples relação de causalidade. O que quero dizer aqui é que a relação causa-efeito é aplicável a níveis de terceira dimensão e não à tudo como muitos que saem por ai associando tudo a qualquer coisa que julguem síncronas. Não é bem assim. A Lei de Causa e efeito é uma lei dentro de um sistema, assim como a lei da gravidade é uma lei dentro do sistema planetário terrestre, ainda assim com algumas excessões como quando objeto são submersos.

Se pensarmos no tempo presente como reflexo (e não efeito ) de uma relação passado-futuro fora do espaço-tempo vivemos então em um constante reflexo do ontem associado ao porvir... mas será que não é assim, mesmo? A título de b-a-bá, disseram a muito tempo atrás que o que plantamos hoje colheremos amanhã, e  o que plantamos ontem estamos colhendo hoje, será que não estamos verificando pela Física que isso é uma verdade cognoscível, experienciável, melhor dizendo?

 Continua......

Leonardo Rocha .'.

segunda-feira, 4 de junho de 2012

Tales de Mileto


 Um sofista se aproximou de Tales de Mileto, um dos Sete Sábios da Grécia Antiga, e intentou confundi-lo com as perguntas mais difíceis. Porém o Sábio de Mileto esteve à altura da prova porque respondeu a todas as perguntas sem a menor vacilação e assim mesmo com a maior exatidão.

1 - Qual é a coisa mais antiga?

-- Deus, porque sempre tem existido.

2 - Qual é a coisa mais formosa?

-- O Universo, porque é obra de Deus.

3 - Qual é a maior de todas as coisas?

-- O Espaço, porque contém todo o Criador.

4 - Qual é a coisa mais constante?

-- A esperança, porque permanece no homem depois que haja perdido todo o mais.

5 - Qual é a melhor de todas as coisas?

-- A Virtude, porque sem ela não existe nada de bom.

6 - Qual é a mais rápida de todas as coisas?

-- O Pensamento, porque em menos de um minuto pode voar até o final do Universo.

7 - Qual é a mais forte de todas as coisas?

-- A Necessidade, porque faz com que o homem enfrente todos os perigos da vida.

8 - Qual é a mais fácil de todas as coisas?

-- Dar conselhos.

Porém, quando chegou à nona pergunta, nosso Sábio disse um paradoxo. Deu uma resposta que, estou seguro, não foi jamais entendida pelo mundano interlocutor, e que, para a maioria das pessoas terá um sentido superficial. A pergunta foi esta:

9 - Qual é a mais difícil de todas as coisas?

E o Sábio de Mileto replicou:

-- Conhecer a si mesmo.

Do propósito


Cada dia que passa tenho constatado a futilidade da matéria em sua aplicação a nível de ideal de vida. Muitas coisas novas têm aparecido em minha vida como que de forma ordenada respondendo aos meus questionamentos acerca de objetivos pessoais e coletivos na humanidade.

O desejo por cargos, reconhecimentos, títulos, status desta ou de outra forma, acabam por nos desviar da verdadeira meta que nós como “Entes” não criados neste local temos de cumprir. Sabemos que tudo em excesso faz mal, excesso de estudo, lazer, trabalho e até mesmo de meditação.  Geralmente quando estamos na Senda mística observamos erros em nós que devemos transformar em acertos, mas postergamos, afirmamos não estar prontos e temos assim, a eternidade para lapidar nossa pedra bruda.

Nossa inobservância quanto aos resultados de nossas escolhas geram mais cedo ou mais tarde sofrimentos que não poderemos evitar, sabedores de que a época do plantio já passou, vem então o arrependimento ou devido ao ego espesso demais para reconhecer um erro do passado, afirmamos não estar conscientes de quão grave fora tal escolha no passado.

Se não ouvirmos nossa própria consciência por conta do tampão chamado ego em nossos ouvidos, no Juízo Final, momento da Grande Iniciação nos veremos face a face com o que nos fora exortado durante toda a vida aqui na Terra.

Comecemos pois, o quanto antes a observar como está sendo nossa conduta através da reação daqueles que amamos e nos amam, pois eles sinalizarão o quanto antes como estamos trilhando nosso caminho, se estamos guiados pela vaidade e pelo cego ego ou se estamos sóbrios diante das Verdades Universais, se estão sofrendo, algo está errado, se estão felizes, virtude e bom aproveitamento delas é o que nos transborda.

Leonardo Rocha  .'.

domingo, 3 de junho de 2012

A menina e o pássaro encantado


Era uma vez uma menina que tinha um pássaro como seu melhor amigo.
Ele era um pássaro diferente de todos os demais: Era encantado.
Os pássaros comuns, se a porta da gaiola estiver aberta, vão embora para nunca mais voltar.
Mas o pássaro da menina voava livre e vinha quando sentia saudades...
Suas penas também eram diferentes. Mudavam de cor.
Eram sempre pintadas pelas cores dos lugares estranhos e longínquos por onde voava.
Certa vez, voltou totalmente branco, cauda enorme de plumas fofas como o algodão.
- Menina, eu venho de montanhas frias e cobertas de neve, tudo maravilhosamente branco e puro, brilhando sob a luz da lua, nada se ouvindo a não ser o barulho do vento que faz estalar o gelo que cobre os galhos das árvores.
Trouxe, nas minhas penas, um pouco de encanto que eu vi, como presente para você ...
E assim ele começava a cantar as canções e as estórias daquele mundo que a menina nunca vira.
Até que ela adormecia, e sonhava que voava nas asas do pássaro.
Outra vez voltou vermelho como fogo, penacho dourado na cabeça.
... Venho de uma terra queimada pela seca, terra quente e sem água, onde os grandes, os pequenos e os bichos sofrem a tristeza do sol que não se apaga.
Minhas penas ficaram como aquele sol e eu trago canções tristes daqueles que gostariam de ouvir o barulho das cachoeiras e ver a beleza dos campos verdes.
E de novo começavam as histórias.
A menina amava aquele pássaro e podia ouvi-lo sem parar, dia após dia.
E o pássaro amava a menina, e por isso voltava sempre.
Mas chegava sempre uma hora de tristeza.
- Tenho que ir, ele dizia.
- Por favor não vá, fico tão triste, terei saudades e vou chorar ...
- Eu também terei saudades, dizia o pássaro.
- Eu também vou chorar.
- Mas eu vou lhe contar um segredo: As plantas precisam da água, nós precisamos do ar, os peixes precisam dos rios ... E o meu encanto precisa da saudade.
- É aquela tristeza, na espera da volta, que faz com que minhas penas fiquem bonitas.
- Se eu não for, não haverá saudades.
Eu deixarei de ser um pássaro encantado e você deixará de me amar.
Assim ele partiu. A menina sozinha, chorava de tristeza à noite. Imaginando se o pássaro voltaria.
E foi numa destas noites que ela teve uma idéia malvada.
- Se eu o prender numa gaiola, ele nunca mais partirá; será meu para sempre.
- Nunca mais terei saudades, e ficarei feliz.
Com estes pensamentos comprou uma linda gaiola, própria para um pássaro que se ama muito. E ficou à espera.
Finalmente ele chegou, maravilhoso, com suas novas cores, com histórias diferentes para contar. Cansado da viagem, adormeceu.
Foi então que a menina, cuidadosamente, para que ele não acordasse, o prendeu na gaiola para que ele nunca mais a abandonasse. E adormeceu feliz.
- Foi acordar de madrugada, com um gemido triste do pássaro.
- Ah! Menina ... Que é que você fez? Quebrou-se o encanto. Minhas penas ficarão feias e eu me esquecerei das histórias...
Sem a saudade, o amor irá embora ...
A menina não acreditou. Pensou que ele acabaria por se acostumar. Mas isto não aconteceu.
O tempo ia passando, e o pássaro ia ficando diferente.
Caíram suas plumas, os vermelhos, os verdes e os azuis das penas transformaram-se num cinzento triste.
E veio o silêncio; deixou de cantar.
Também a menina se entristeceu.
Não, aquele não era o pássaro que ela amava.
E de noite ela chorava pensando naquilo que havia feito ao seu amigo ...
Até que não mais agüentou. Abriu a porta da gaiola.
- Pode ir, pássaro, volte quando quiser ...
- Obrigado, menina. É, eu tenho que partir. É preciso partir para que a saudade chegue e eu tenha vontade de voltar.
- Longe, na saudade, muitas coisas boas começam a crescer dentro da gente.
- Sempre que você ficar com saudades, eu ficarei mais bonito.
- Sempre que eu ficar com saudades, você ficará mais bonita.
- E você se enfeitará para me esperar ...
E partiu. Voou que voou para lugares distantes.
A menina contava os dias, e cada dia que passava a saudade crescia.
- Que bom, pensava ela, meu pássaro está ficando encantado de novo ...
E ela ia ao guarda-roupa, escolher os vestidos, e penteava seus cabelos, colocava flores nos vasos.
- Nunca se sabe. Pode ser que ele volte hoje!
Sem que ela percebesse, o mundo inteiro foi ficando encantado como o pássaro.
Porque em algum lugar ele deveria estar voando.
De algum lugar ele haveria de voltar.
Ah! Mundo maravilhoso que guarda em algum lugar secreto o pássaro encantado que se ama ...
E foi assim que ela, cada noite ia para a cama, triste de saudade, mas feliz com o pensamento.
- Quem sabe ele voltará amanhã ...
E assim dormia e sonhava com a alegria do reencontro.

(autor desconhecido)
Enviado por Samantha Monteiro

sábado, 2 de junho de 2012

Aqui se faz aqui se paga



Nada mais certo do que o que foi dito na frase bíblica “Aqui se faz, aqui se paga”. Essa frase é milenar e já teve milhares de interpretações, nas quais muitas não têm fundamento certo além de ter sido apenas uma forma ignorante de se interpretar. Para explicar melhor a referida, partiremos do ponto de que nosso espírito é eterno, isso é fato! A reencarnação existe, desta forma não devemos denegrir e nos limitar ao ponto de pensar que todo esse tempo tão passageiro aqui na terra é só isso e nada mais. Pensando desta forma errônea, seria diminuir a graciosidade e a perfeição eterna de Deus. Estamos aqui na terra com um propósito. Talvez o de consertar nossos erros passados com nosso próximo, talvez para aprender algo que nos compete, amar, perdoar, fazer o bem são muitas as possibilidades. O certo é que estamos aqui com algum propósito e missão. Infelizmente, muitos passam pela transição sem descobrir o que se deve aprimorar em nossa vida carnal. O que é uma pena, pois seria desperdiçar nossa preciosa oportunidade de fazer o bem, evoluir e sermos melhores. Sem contar que existe toda uma preparação no plano espiritual para sermos dignos de uma segunda oportunidade, aceitamos muitas condições para isso. Quando nos submetemos a reencarnar entramos em uma célula para moldar nosso corpo feito de carne, todo espírito em qualquer grau de evolução sente dificuldade para se diminuir tornando-se matéria. Deus nos deixou um exemplo perfeito na natureza. A lagarta passa dias em seu casulo sofrendo mutação quando ela esta pronta bate suas asas e voa, isso é muito parecido com o ser humano, o corpo é o casulo e o espírito é a lagarta em mutação. Quando cumprimos ou chega nossa hora de partir batemos as asas e voamos. Agora voltando à premissa de antes da correlata frase “Aqui se faz, aqui se paga” face o bem não olhe a quem, pois é fato irrevogável que se você fizer o mal pode ser nessa vida ou na próxima você acumula carma e além de sofrer para ter a oportunidade de reencarnar novamente você paga por todos os males aqui na terra.

Izabela Cristina da Silva Araújo

sexta-feira, 1 de junho de 2012

Minutos de Sabedoria

Não perca sua calma! 

Não se deixe dominar pela cólera. Que jamais o sol se deite sobre sua raiva. Contenha-se o mais que puder.
Um simples raio de cólera pode destruir longas sementeiras de amor e carinho! Procure dominar-se. Quem sabe se a pessoa que lhe ofendeu não está também doente? Não perca sua calma... seu fígado é demais precioso para que você o estrague.

C. Carlos Torres Pastorino

quinta-feira, 31 de maio de 2012

Da procura pela prosperidade


É bem verdade que faz tempo que não publicava nada neste blog, em meio a tantas atividades, prioridades devem ser estabelecidas e dentre elas não era o blog uma delas, mas confesso que senti falta de me expressar como fazia outrora.

Tenho visto atualmente na sociedade como um todo, uma crescente procura pela Senda Mística, mas também uma crescente procura pela Salvação. Será verdadeiramente a aproximação do juízo final? Será que o mundo irá acabar mesmo, nosso planeta está prestes a passar por uma renovação, evoluindo seu padrão vibratório, ou será uma busca em massa desesperada por melhoria em suas finanças?

Eu vejo se repetir o que aconteceu há alguns anos atrás, fins do século VII ao início do século XI, quando se falava no fim do mundo e o regresso do Messias, mas não nas proporções como achamos em níveis catastróficos. Houveram boatos assim como houve no fim do Séc. XX e agora em 2012; a grande diferença é que hoje temos veículos de informação sensacionalistas que deturpam conhecimentos e naquela época não. Hoje apesar de tudo, ninguém sai por ai vendendo tudo, se matando, tendo atitudes próprias de quem irá morrer amanhã, por conta de uma catástrofe mundial. Naquela época também não, mas a Igreja se aproveitou de boatos do tipo, para convencer seus explorados a aderirem à fé cristã, a fim de serem salvos, para tanto vendia indulgências.



Na época do renascimento (renascimento de ideias, conceitos e quebra de paradigmas), Lutero entre outros homens dispostos a evoluir a sociedade, protestou contra o sistema cristão vigente. Nasceu então o “protestantismo” uma vertente cristã disposta a fazer valer o Evangelho, a boa nova e não o sistema capitalista cristão que chamavam-no catolicismo.

Voltemos pois, para a atualidade; hoje temos diversas denominações de igrejas Evangélicas ditas oriundas do protestantismo... Ora, o que há hoje nas igrejas evangélicas em geral, senão venda de indulgências? Não estariam eles se aproveitando do pseudoarrebatamento para “salvar” aqueles que cegamente creem em pseudoapóstolos do cristianismo?

Nos Estados Unidos nasceu na década de 40 do século passado a teologia da prosperidade, esta doutrina se utiliza de passagens como: Gênesis 17.7, Marcos 11.23-24 e Lucas 11.9-10, para embasar sua teoria. No entanto, esta teoria não vem apenas veiculada pelo protestantismo, nos anos setenta deste mesmo século fora introduzida na Senda do Misticismo e em muitas escolas esotéricas sobre outras bases, além das supracitadas, mecanismos de se alcançar a prosperidade material. Sou contra? Depende.

Quando praticada com consciência e sabedoria não, mas quando é embasada em motivos egoísticos, de natureza exploratória ou desacompanhada de uma proposta de evolução interior, sim. Eu poderia citar exemplos de ambos os praticantes em todas as religiões, mas citarei os mais esdrúxulos: Em terreiros de Umbanda e Candomblé, muitos cobram quantias exorbitantes pra executar algo que depende exclusivamente da fé do consulente, cobram fortunas por jogos que são na maioria das vezes direcionados à compra de materiais e execução de oferendas pagas no próprio local. Muitos ao invés de praticar a caridade com a ferramenta da mediunidade, devido ao pouco estudo que têm praticam o animismo e charlatanismo enganando, ludibriando e provocando grandes destruições na vida de muitos incautos, muitas vezes os trabalhadores mesmo das casas são explorados financeiramente. Também há o outro lado, locais sérios de trabalho onde busca-se desenvolver a mediunidade de forma gradual a fim de praticarem a caridade com consultas gratuitas, aconselhamento espiritual e curas, faz-se verdadeiramente a caridade além de prezarem pela cultura original, invocando sempre suas raízes.

Já no Espiritismo (erroneamente chamado de Kardecismo, pois a doutrina não é de Kardec ele apenas a codificou), também existem Centros espíritas que buscam o aprimoramento espiritual pelo desenvolvimento das virtudes e prática do evangelho baseado nas escrituras sagradas, são Centros sérios que praticam a caridade de diversas formas, mantêm creches, orfanatos, asilos, fazem trabalhos excelentes de cura, mas também existem Centros que desviam verbas doadas para seus dirigentes apresentando como prestação de contas instituições fantasmas para receber as doações.


Nas igrejas evangélicas essas diferenças se dão pelas denominações, algumas visam o estudo e o aprimoramento pessoal pela prática das virtudes, são poucas, na verdade são raríssimas mas existem, pois no geral elas buscam induzir os fiéis a doar seus bens para a Igreja afim de “aguardarem no Senhor” e assim passam a vida inteira desejando de forma ambiciosa e egoística, vivendo de forma contrária às escrituras que professam obter algo do alto. 

Na Senda iniciática isso não se dá de forma melhor, a diferença é que a ilusão está em si mesmo e não nas organizações. O candidato ambicioso e egoísta busca entrar nessas organizações com o propósito de controlar a natureza e atrair para si toda a riqueza e poder do universo, pra ele essas instituições serão um grande engodo, eles a abandonarão e partirão para um caminho mais fácil que tenha como promessa apenas uma exigência, “aceitar Jesus”, é a porta mais larga. Claro, afinal é muito mais difícil reconhecer as próprias más tendências, modifica-las e depois de muito estudo e na prática compreender que a verdadeira vida não é essa e que os bens materiais não são mais necessários, do que passivamente “aceitar” Jesus e aguardar o juízo final. Por isso criticam as organizações iniciáticas, pois lá, entram sem saber o que é, procuram não sabem o que, saem sem nada ter encontrado.

Eu espero que de fato possamos todos um dia compreender que estamos aqui de passagem, que essa passagem que dura uma média de 80 anos é quase nada perante o tempo da verdadeira vida, que tudo neste planeta se dá em níveis vibratórios, são coisas mais ou menos palpáveis, visíveis e perceptíveis, que tudo é uma só coisa manifesta em níveis diferenciados, que todos somos um, manifestamos uma só coisa, a vida.


Leonardo Rocha

Desenhe seu Universo


                SOMOS UM UNIVERSO, resolvi começar esta dissertação desta forma. É uma preliminar da definição da raça humana. Digo isso por que somos minuciosos em nosso organismo e alma. Quando nascemos somos arrancados do útero de nossa mãe-terra, somos filhos dela. Como jaz referencias em nossa Ordem e feitas minhas próprias conclusões somos feitos de água, terra, ar e fogo.
            Água, todo nosso corpo é feito de aproximadamente 70% de água. Nossos órgãos, sangue, cérebro é regido de água. Ela se encontra na natureza nos mares, rios, nas nuvens. Etc. O que comprova mais uma vez a nossa ligação com a Terra.
            Terra, o ser humano se alimenta de tudo que é produzido na terra logo nos somos o que comemos. Nosso corpo é matéria na qual se desintegra quando passamos pela transição, a terra da conta de nossos restos e fragmentos mortais.
            Ar, um dos mais importantes elementos de nosso corpo físico. Precisamos do ar, pois sem ele não vivemos. O ar que respiramos vem das plantas, as quais têm ligação direta com a mãe-terra. O ar é fonte de energia, que bombeia nosso sangue fazendo vigorar nosso coração e consciência entrando pelas vias nasais e irrigando nosso cérebro.
            Fogo, nosso corpo etéreo e regido de calor que nada mais é que o sangue em movimento passando por nossas artérias e conseqüentemente gerando calor. O fogo é feito de um elemento terra. A maior forma existente de fogo que podemos observar a olho nu é o sol, que nos traz a luz e o calor próprios para nossa sobrevivência. Os seres humanos não podem viver sem o calor, também próprio de nosso corpo, essa é mais uma evidencia de nossa ligação a mãe-terra.
            Vivemos a caminho de nossa evolução espiritual, pois a senda de nosso destino é pertencente somente a nós mesmos. Prezemos pela paz, tanto de espírito quanto ao próximo. Determine metas de coisas indispensáveis a nossa caminhada na senda da luz. Critique construtivamente e questione tudo, pois o maior mestre Jesus não abaixou a cabeça para os ditadores de idéias da época. Ajudemos nossos irmãos menos evoluídos, para essa preciosa missão lembremos de que sempre fica o perfume nas mãos de quem oferecem rosas.  E como dizia “Raul Seixas: “Tudo acaba onde começou”.


Izabela Cristina da Silva Araújo

quarta-feira, 21 de março de 2012

Teria Jesus Viajado ao Tibet?


No verão de 2001, levei um amigo meu ao Himalaia para ver um negociante de artes que eu tinha frequentado desde a década de 1980. Eu estava comprando uma tigela- gongo do Himalaia (mais comumente conhecido como Taças Tibetanas) dele por 15 anos ou mais, e meu amigo queria a minha ajuda na obtenção de um bom objeto para si mesmo.

Entre os 20 ou mais exemplos o comerciante tinha em estoque, havia um exemplar bem antigo com tom excepcional que meu amigo comprou. Enquanto estávamos examinando as taças, o comerciante trouxe alguns outros itens para me mostrar. Ele sabia que eu estava sempre interessado em itens incomuns, então ele me mostrou o que ele chamou de "o thangka mais inusitado que já vi." Ele viaja para o Extremo Oriente a cada ano por mais de 20 anos trazendo de volta esses itens e tinha visto inúmeras thangkas antigas, então eu sabia que a declaração significava algo.

 


  Observe as cicatrizes nas mãos de Jesus



A direita do painel o detalhe, "Jesus andando sobre as águas".


Um thangka (pronuncia-se com o silêncio h) é a forma tradicional de pintura religiosa produzido por monges budistas há séculos nos Himalaias. Eles normalmente são pintados sobre tela ou pano de algodão e emoldurado em seda. Os mais velhos são comumente usados​​, rasgados, desbotados, manchados, e geralmente só sacrificado por anos de viagem de caravana em caravana de um mosteiro a outro, embora alguns aparentemente nunca deixaram seu mosteiro original, ou viajado pouco, por isso estão em melhor condição.

Este, em bom estado, a princípio parecia um exemplo típico, até dei uma olhada mais de perto. "Parece que é Jesus", eu disse. "Ou alguém que se parece com Jesus", ele disse algo com ímpeto físico, quase a me interromper. Ele foi subitamente agitado, e debatemos o ponto por algum tempo. Ele parecia incapaz de aceitar o que era óbvio para mim e eu finalmente perguntei se era para venda. Ele disse que era, então eu comprei-o no local. Ele parecia quase aliviado por estar livre dele.

O trabalho consiste em seis cenas ou "ensino de história" imagens tiradas da vida de um "avatar" conhecido ou "mestre digno". Essas obras geralmente se concentram nas personalidades locais, Buda, mestres indianos, asiáticos ou outros notáveis
​​religiosos.

 Este outro painel compleno nos mostra duas cenas da vida de Jesus.


 Detalhe do segundo painel mostra a transfiguração de Jesus.


Segundo detalhe do segundo painel, Jesus com as crianças.



 
A figura central na pintura parece ser das montanhas do Himalaia. Isso por si só, creio eu, é única entre thangkas antigos. Estas pinturas foram criadas por monges ou "lamas" como atos religiosos ao longo diretrizes rigorosas. Este pode ter sido pintado por um monge familiarizado com os missionários das Morávias cristãs que se estabeleceram na região do Himalaia no final do século XIX.


 


 
A tapeçaria thangka completa propriedade do autor. Então o que devemos ler na cena superior esquerda? Isso parece sugerir algum evento histórico de Jesus de Nazaré aparece antes de um par de centenas de indivíduos ou monges perto de um edifício que claramente evidencia a arquitetura tradicional de um Himalaia "gompa" ou mosteiro. As outras cenas"bíblicas" têm muitos traços da época medieval aos modernos homólogos pintados e esboçados.

Esta cena superior esquerdo é completamente anômalo. Isso parece sugerir uma tradição de Jesus visitar alguns dos Himalaias em seus centros religiosos.

Então, agora chegamos à controvérsia Notovitch. Nicholas Notovitch foi uma jornalista russa que percorreu a região do Himalaia na década de 1870 como parte de uma viagem "pelo Oriente" para aprender sobre a cultura do Extremo Oriente e da religião e para ver as vistas. Em algum momento ele caiu do cavalo e quebrou uma perna. Enquanto convalescia no mosteiro de Hemis ele alegou que foi mostrado velhos manuscritos, copiados de antigos em uma biblioteca em Marbour perto Lahsa, que contou a história de um grande professor estrangeiro que tinha viajado do Oriente Médio para a Índia e do Himalaia chamado Issa . Ao retornar de sua viagem ele escreveu um livro sobre sua descoberta, que incluiu uma tradução dos manuscritos. Se você ler essa tradução ou os posteriores feitas por Nicholas Roerich ou Abhedananda Swami, será claro para você que este Issa era de fato Jesus e não outro.

Há inúmeras, discussões e críticas do material Notovich na web. Alguns são muito bobo. Eu recomendo esta página web: http://www.tombofjesus.com/indonesian/core/majorplayers/notovitch/notovitch-p1.htm Na introdução, e em suas páginas seguintes, para uma das contas poucos inteligentes da evidência de Nicholas Notovitch de conto e o "Jesus na Índia" histórias. É o único que eu conheço que apresenta uma boa contabilidade das evidências que supera bastante os ataques emocionais dos críticos. Mordazes, os ataques emocionais são sempre suspeitos pelo menos para mim.

O fato aparente de que os ocidentais não são mais capazes de localizar estas escrituras do Himalaia é preocupante. Eu acredito que eles não foram vistos desde 1939, e isso é visto por alguns como prova de que elas nunca existiram. Mas tão somente sobre esse "thangka Jesus", e pela aparência (se você vê-lo pessoalmente, pelo menos) certamente remonta ao século XIX ou antes?





Terry Anthony

sábado, 21 de janeiro de 2012

Deus


Pára de ficar rezando e batendo o peito!
O que eu quero que faças é que saias pelo
 mundo e desfrutes de tua vida. Eu quero que
 gozes, cantes, te divirtas e que desfrutes de
 tudo o que eu fiz para ti.

Pára de ir a esses templos lúgubres, obscuros
e frios que tu mesmo construíste e que acreditas
ser a minha casa. Minha casa está nas
montanhas, nos bosques, nos rios, nos lagos,
nas praias. Aí é onde eu vivo e aí expresso
meu amor por ti.

Pára de me culpar da tua vida miserável: eu nunca te
disse que há algo mau em ti ou que eras um pecador,
ou que tua sexualidade fosse algo mau. O sexo é um
presente que eu te dei e com o qual podes expressar
teu amor, teu êxtase, tua alegria. Assim, não me culpes
por tudo o que te fizeram crer.


Pára de ficar lendo supostas escrituras sagradas que nada têm a ver comigo. Se não podes me ler num amanhecer, numa paisagem, no olhar de teus amigos, nos olhos de teu filhinho..., não me encontrarás em nenhum livro!

Confia em mim e deixa de me pedir. Tu vais
 me dizer como fazer meu trabalho? Pára de
 ter tanto medo de mim. Eu não te julgo, nem
te critico, nem me irrito, nem te incomodo,
nem te castigo. Eu sou puro amor. Pára de
 me pedir perdão. Não há nada a perdoar.


Se eu te fiz, eu te enchi de paixões, de limitações,
 de prazeres, de sentimentos, de necessidades,
de incoerências, de livre-arbítrio. Como posso
 te culpar se respondes a algo que eu pus em ti?
 Como posso te castigar por seres como és, se eu
 sou quem te fez?


Crês que eu poderia criar um lugar para
queimar a todos meus filhos que não se
comportem bem, pelo resto da eternidade?
Que tipo de Deus pode fazer isso?


Esquece qualquer tipo de mandamento,
qualquer tipo de lei; essas são artimanhas
para te manipular, para te controlar, que
só geram culpa em ti.


Respeita teu próximo e não faças o que não
queiras para ti. A única coisa que te peço é
que prestes atenção a tua vida, que teu
estado de alerta seja teu guia.


Esta vida não é uma prova, nem um degrau,
nem um passo no caminho, nem um ensaio,
nem um prelúdio para o paraíso. Esta vida
é o único que há aqui e agora, e o único
que precisas.


Eu te fiz absolutamente livre. Não há prêmios
nem castigos. Não há pecados nem virtudes.
Ninguém leva um placar. Ninguém leva um
 registro. Tu és absolutamente livre para fazer
 da tua vida um céu ou um inferno.


Não te poderia dizer se há algo depois desta
vida, mas posso te dar um conselho. Vive como
se não o houvesse, como se esta fosse tua única
oportunidade de aproveitar, de amar, de
existir. Assim, se não há nada, terás
aproveitado da oportunidade que te dei.


E se houver, tem certeza que Eu não vou te
perguntar se foste comportado ou não. Eu vou
te perguntar se tu gostaste, se te divertiste...
Do que mais gostaste? O que aprendeste?


Pára de crer em mim - crer é supor, adivinhar,
imaginar. Eu não quero que acredites em mim.
Quero que me sintas em ti. Quero que me sintas
em ti quando beijas tua amada, quando
agasalhas tua filhinha, quando acaricias teu
cachorro, quando tomas banho no mar.


Pára de louvar-me! Que tipo de Deus ególatra tu acreditas que Eu seja? Me aborrece que me louvem. Me cansa que agradeçam. Tu te sentes grato? Demonstra-o cuidando de ti, de tua saúde, de tuas relações, do mundo. Te sentes olhado, surpreendido?... Expressa tua alegria!
Esse é o jeito de me louvar.

Pára de complicar as coisas e de repetir como
papagaio o que te ensinaram sobre mim.
A única certeza é que tu estás aqui, que estás
vivo, e que este mundo está cheio
de maravilhas.

Para que precisas de mais milagres?
Para que tantas explicações?
Não me procures fora! Não me acharás.
Procura-me dentro... Aí é que estou batendo
dentro de ti.


Texto – Baruch Spinoza

O que procuras? '.' .'.